Depois de decidido em qual time ele jogaria e de todos tomarem suas posições veio a bomba:
- Ei, Marcelo, o que você está fazendo na linha? – Gritou um deles. – Seu lugar é no gol, tome as luvas e a camisa e já pra lá.
- Ma…ma…mas eu não posso agarrar.
- Azar o seu. Ou é no gol ou nada de futebol.
Quase chorando, Marcelinho foi embora, em meio a zombaria, as vaias e as risadas da garotada.
Chegou em casa, quase como um foguete, foi para seu quarto e desatou a chorar, ele não conseguia entender porque agiam assim com ele.
- Por que eu nasci deformado? Chorava ele.
Quando sua mãe veio para ver o que havia acontecido ele disse:
- Mamãe, eu quero voltar pra nossa casa. Não agüento mais esse lugar. Os garotos daqui parecem me odiar. Mamãe, vamos voltar. Por favor. Eu não quero mais ficar aqui. (Quando o pai de Marcelinho morreu sua mãe precisou arrumar um emprego e ele tiveram que vir para a cidade.)
- Meu filho, acalme-se, você sabe que não podemos mais voltar. De tempo a eles, tenho certeza que em breve eles verão a pessoa maravilhosa que você é e o chamarão para brincar com eles.
- Você acha mesmo, mamãe? – Falou já limpando as lágrima.
- Tenho certeza absoluta, meu querido. – Sorriu ela.
- Eu te amo, mamãe. – Falou em meio a um grande sorriso.
- Agora eu preciso de um favor seu. Pegue esse dinheiro e vá até a venda de seu Jairo comprar ovos e leite porque hoje é dia de bolo.
- Oba! De chocolate?
- Hummm… Sim, de chocolate.
- E o troco é meu?
- Deixa eu pensar… Sim o troco é seu. Agora vá logo pra que eu possa começar esse bolo logo.
Marcelinho saiu correndo, pegou sua bicicleta e partiu rumo a venda. Distraído, ainda ouvindo os gritos de gol, não percebeu um carro que se aproximava. Ao atravessar a rua o acidente foi inevitável. E a única coisa que pode ouvir foi a freiada, mas aí já era tarde: TUMM!
Marcelinho estava no chão, sentindo uma forte dor em sua perna.
- Ei, Marcelo, o que você está fazendo na linha? – Gritou um deles. – Seu lugar é no gol, tome as luvas e a camisa e já pra lá.
- Ma…ma…mas eu não posso agarrar.
- Azar o seu. Ou é no gol ou nada de futebol.
Quase chorando, Marcelinho foi embora, em meio a zombaria, as vaias e as risadas da garotada.
Chegou em casa, quase como um foguete, foi para seu quarto e desatou a chorar, ele não conseguia entender porque agiam assim com ele.
- Por que eu nasci deformado? Chorava ele.
Quando sua mãe veio para ver o que havia acontecido ele disse:
- Mamãe, eu quero voltar pra nossa casa. Não agüento mais esse lugar. Os garotos daqui parecem me odiar. Mamãe, vamos voltar. Por favor. Eu não quero mais ficar aqui. (Quando o pai de Marcelinho morreu sua mãe precisou arrumar um emprego e ele tiveram que vir para a cidade.)
- Meu filho, acalme-se, você sabe que não podemos mais voltar. De tempo a eles, tenho certeza que em breve eles verão a pessoa maravilhosa que você é e o chamarão para brincar com eles.
- Você acha mesmo, mamãe? – Falou já limpando as lágrima.
- Tenho certeza absoluta, meu querido. – Sorriu ela.
- Eu te amo, mamãe. – Falou em meio a um grande sorriso.
- Agora eu preciso de um favor seu. Pegue esse dinheiro e vá até a venda de seu Jairo comprar ovos e leite porque hoje é dia de bolo.
- Oba! De chocolate?
- Hummm… Sim, de chocolate.
- E o troco é meu?
- Deixa eu pensar… Sim o troco é seu. Agora vá logo pra que eu possa começar esse bolo logo.
Marcelinho saiu correndo, pegou sua bicicleta e partiu rumo a venda. Distraído, ainda ouvindo os gritos de gol, não percebeu um carro que se aproximava. Ao atravessar a rua o acidente foi inevitável. E a única coisa que pode ouvir foi a freiada, mas aí já era tarde: TUMM!
Marcelinho estava no chão, sentindo uma forte dor em sua perna.
