A história de Marcelinho #3

- Ai, ai, ai! Minha perna está doendo. Ai, ai! – Gritou ele.
Ouvindo o barulho, sua mãe olhou pela janela e viu seu filho caído no chão, segurando a perna, sua bicicleta está caída no chão e não deu outra, saiu correndo para ver o que tinha acontecido.
- Meu filho, meu filho. O que aconteceu com meu filho.
No mesmo instante saia do carro um homem vestido de branco e que estava tão branco quanto sua roupa, tamanho havia sido o susto que tinha levado. Aproximando-se de Marcelinho perguntou:
- Você está bem, garoto?
- Tô, só minha perna que está doendo um bocado. Ai!
Antes que algo mais pudesse ser dito, Marta (esqueci de dizer, esse era o nome da mãe de Marcelinho) chegou aos gritos.
- O que você fez com meu filho?
- Acalme-se senhora, eu não…
- Acalme-se nada. Olha o estado dele. Você podia tê-lo matado.
- Ei, foi ele quem entrou na frente do carro.
- É verdade, mamãe. Eu estava tão distraído que não vi o carro. Ai!
- E como você está, meu filho?
- Minha perna ‘tá doendo muito.
- Deixe-me ver – falou o desconhecido – por sorte sou médico. Humm… deixa eu ver… parece que está quebrada. Vamos tirar uma radiografia pra ter certeza.
Disse isso pegando a bicicleta dele e colocando no carro, enquanto Marta fazia o mesmo com Marcelinho.
- Vou pegar minha bolsa. Falou ela e saiu correndo.
Depois de dirigir por alguns minutos, o desconhecido parou o carro em frente a uma Clínica Ortopédica e Marta disse:
- Eu não tenho dinheiro pra pagar essa clínica.
- Não se preocupe com isso. – Falou o médico enquanto saia do carro. Na recepção ele falou com um enfermeiro que prontamente foi ajudar Marcelinho.
Dentro da clínica Marta o viu falando com a recepcionista que a chamou, enquanto seu filho era encaminhado para a sala de raio-X.
- Campeão, você já tirou raio-X alguma vez? – Perguntou o médico.
- Não! – Respondeu Marcelinho.
- Bem! Não se preocupe, não vai doer nada. O raio-X serve para ver seu osso e sabermos se ele está quebrado. Basta apenas ficar deitado e obedecer o que aquele moço ali mandar. Vou estar na minha sala aguardando o resultado. Ok?
- Ok!
- Paulo, pode começar. – Falou o doutor enquanto se encaminhava para a porta.

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