A história de Marcelinho #4
Ao sair da sala de raio-X, Marcelinho encontrou sua mãe e foram encaminhados para a sala de espera.
- Meu filho, você está bem? – Foi logo perguntando.
- ‘Tô, mamãe. Só está doendo um pouco. – Falou.
Então ouviram uma risada. Um grupo de três garotos e um homem vestidos com roupas de futebol, do outro lado da sala, se divertiam com as caretas que um deles, o que estava com o braço enfaixado, fazia.
Vendo isso, Marcelinho se encolheu lembrando-se dos meninos da rua e tentando não ser notado. Mas já era tarde. Um dos garotos, o que fazia as caretas, o viu e fez cara para ele que se encolheu mais ainda. Porém não se dando por vencido, o garoto perguntou:
- Ei, por que você está aqui? – Perguntou.
Marcelinho ficou calado mas o garoto perguntou novamente:
- O que aconteceu com você? – Disse se aproximando de Marcelinho.
- Eu caí e machuquei a perna. – Respondeu timidamente enquanto escondia o braço.
Sua mãe ficou calada, observando tudo.
- Pelo jeito é sua primeira vez aqui. – Falou – Não precisa ter medo, o Dr. Sandro é gente boa. Já é minha segunda vez aqui e ele sempre cuidou bem de mim.
- Não estou com medo. – Respondeu Marcelinho bravo.
- Ah! Você sabe falar. Meu nome é Paulo. – Falou estendendo a mão a Marcelinho que desconfiado fez o mesmo.
- O meu é Marcelo. Por que você está aqui?
- Estava jogando futebol e um trogro-tlogro-tro-glo-di-ta – falou fazendo careta e rindo – me acertou e eu caí. O resultado você já deve imaginar, estou aqui.
- Eu já vi você. – Falou Paulo enquanto se sentava. – Você estuda na Escola nº 4, não é?
- Sim. Como você sabe? – Falou Marcelinho espantado.
- Eu também estudo lá. – Falou Paulo em meio a um sorriso. – E sempre te vejo sozinho e cabisbaixo. Você não tem amigos?
- Aqui não. – Respondeu tristemente. – Onde eu morava tinha muitos, mas aqui não tenho nenhum.
- Agora você tem. Aquele é o Pedro e aquele é o Daniel. – Falou apontando para os seus amigos. – Aquele senhor é o Pr. Fábio, pastor da nossa igreja. Por que você não vai nos visitar?
- Será que vão gostar de mim? – Perguntou Marcelinho olhando para o braço.
- Claro que vão na casa de Deus somos todos iguais. – Respondeu Paulo.
Marcelinho olhou para sua mãe que consentiu com a cabeça. Eles então trocaram telefones e combinaram de se encontrar na igreja no domingo.
Na igreja Marcelinho fez vários amigos, e aprendeu que não há amigo maior que Jesus Cristo, ensinaram para ele que Jesus morreu para salvá-lo de todo pecado e de todo mal. E que o Senhor não olha pra como ele é, sim pra quem ele é. Deste dia em diante a vida de Marcelinho foi outra.
Mas isso ficará para outras histórias.
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